segunda-feira, 17 de maio de 2010

Relatório de atividades referentes ao programa GESTAR II do projeto O prazer da Leitura


            O programa Gestar II constitui-se em um importante meio que a escola disponibiliza para aprimorar os conhecimentos dos seus alunos, ao utilizar uma metodologia que possibilita um trabalho mais diversificado na área de Língua Portuguesa de acordo com as novas exigências do ensino na atualidade, tornando-se mais uma referência de trabalho para o professor que precisa aprimorar sempre a sua prática com vistas à melhoria da qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
            A equipe de professores da Maria Edilce envolvidos nesse programa, já está desenvolvendo o projeto “O Prazer da Leitura”, no sentido de aprimorar os conhecimentos dos alunos e incentivar neles o gosto pela leitura. Para tanto, são utilizados os mais variados tipos de gêneros textuais, entre eles a literatura infantil e juvenil. Assim como, valoriza-se o trabalho de pesquisa ao proporcionar uma “leitura de mundo” mais eficaz, por partir do conhecimento da própria realidade da comunidade onde vive.
            Dessa forma, ao trabalhar o tema: “Histórias da Comunidade”, o jovem aluno tem a oportunidade de tomar conhecimento sobre a origem da sua comunidade, seus valores, crenças e as mudanças ocorridas no decorrer do tempo. Aprendendo a valorizar sua própria cultura e a sua comunidade sentindo-se participante dela. Para tanto, além de leituras, depoimentos e pesquisas diversas, o aluno utiliza-se das habilidades, inclusive da arte para representar os conhecimentos adquiridos neste projeto.
           Uma atividade significante aconteceu no dia 11 de março de 2010, na sala do 8º ano, no turno da tarde. A mesma foi desenvolvida pelas professoras participantes do projeto na escola e contou com a presença de alguns alunos de outras turmas participantes do projeto, do Formador do Gestar II, professor Diumberto de  Freitas Cruz e outros convidados. 
            No início foi feita uma pequena explanação sobre o projeto e seus objetivos, pelos professores, que respondiam as indagações dos alunos referentes ao mesmo para que todos procurassem se envolver da melhor forma possível. Em seguida, foi exposto um mural de fotos que mostravam a trajetória da vida da escola Maria Edilce no decorrer do tempo e cantou-se uma música sobre a comunidade, intitulada: Melancias.
         Representando a contação de histórias, foi apresentada uma peça teatral com o livro “Cavalo de Pau, Boneca de Milho” de Rouxinol do Rinaré, onde a Prof.ª Madalena Maria da Silva fazia o papel de uma avó e alguns alunos participantes do teatro faziam o papel dos netinhos. Na representação da história a Prof.ª caracterizada de velhinha, contava a história de como as crianças da comunidade se divertiam antigamente, no tempo em que não existiam brinquedos eletrônicos e outros da atualidade. Enquanto lia a história no livro, ia retirando os brinquedos citados pela mesma de dentro de uma caixa, o “Baú de Histórias”.
        Os alunos assistiam atentamente e logo após, o mesmo grupo do teatro recitou um cordel intitulado: Melancias, que contava um pouco da história da comunidade de Melancias através de versos de literatura de cordel. Em seguida houve a apresentação de uma paródia da música Cidadão, intitulada: Melancias de Hoje.
        Logo após, houve a avaliação do trabalho pelos presentes, que consideraram positivo e se mostram interessados em aprender cada vez mais sobre a própria história. Isso favorece a aquisição de um conhecimento mais significativo para o próprio aluno. Essas ações foram registradas através de fotos para que fiquem arquivadas, fazendo parte da construção da história da própria escola e da comunidade. 



Professores participantes do projeto:
Silvia Helena de Carvalho
Madalena Maria da Silva
Marília Rodrigues da Silva
Luziete Marques da Costa
   

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

INCLUSÃO DIGITAL

Foi-se a época em que educação se fazia apenas em sala de aula, e com giz e apagador!
diria mais, foi-se o tempo em que as crianças conseguem ficar longe dos computadores, hoje a informática é uma realidade para a Educação, especialmente para aquelas crianças e adolescentes que tem condições financeiras melhores, aí entramos no grande dilema: e as crianças de escola pública? como entrarão neste meio?
é necessário e urgente que enquanto sociedade garantamos a inclusão destas crianças, e informatize-os.
para saber um pouco mais sobre este tema dê uma olhada neste artigo dos professores Fernando Augusto Mansor de Mattos e Gleison José do Nascimento Chagas.

REVISTA EDUCAÇÃO

acompanhem noticias sobre Educação na revista online "REVISTA EDUCAÇÃO" .

terça-feira, 24 de novembro de 2009

MENINOS PULANDO CARNIÇA

Breve resumo sobre a obra e o autor, utilizados para o questionário da postagem anterior, esse tipo de questionário pode ser utilizado para tornar a aula um pouco menos cansativa, uma vez que o aluno terá uma interação maior com o assunto, a partir da obra.

Meninos Pulando Carniça, de 1957, foi pintado com tinta a óleo sobre madeira. Tem 53 centímetros e meio de altura e 64 centímetros e meio de largura, sua inspiração está no dia-a-dia de Portinari, ele mesmo relata "Nosso quintal se estendia por todos os lados, podíamos brincar. O mundo era um lugar onde todos podiam se alegrar com o espetáculo das flores e dos ventos".


Candido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda de café em Brodoswki, no Estado de São Paulo. Filho de imigrantes italianos, de origem humilde, recebeu apenas a instrução primária de desde criança manifestou sua vocação artística. Aos quinze anos de idade foi para o Rio de Janeiro em busca de um aprendizado mais sistemático em pintura, matriculando-se na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1928 conquista o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Vai para Paris, onde permanece durante todo o ano de 1930. Longe de sua pátria, saudoso de sua gente, Portinaridecide, ao voltar para o Brasil em 1931, retratar nas suas telas o povo brasileiro, superando aos poucos sua formação acadêmica e fundindo a ciência antiga da pintura a uma personalidade experimentalista a antiacadêmica moderna. Em 1935 obtém seu primeiro reconhecimento no exterior, a Segunda menção honrosa na exposição internacional do Carnegie Institute de Pittsburgh, Estados Unidos, com uma tela de grandes proporções intitulada CAFÉ, retratando uma cena de colheita típica de sua região de origem.


Saiba mais em: www.culturabrasil.pro.br/portinari.htm

PREFEITURA MUNICIPAL DE ICAPUI

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA

MEC-MINISTERIO DA EDUCAÇÃO/PDE-PLANO DE DESENVOLVIMENTO ESCOLAR

PROFESSORA: Madalena Maria da Silva

EMAIL: malena_silva_@hotmail.com




1-O ser humano se expressa por meio da arte há milhões de anos. Neste sentido, podemos afirmar que, a obra de arte apresentada é:

(a) Uma escultura

(b) Uma arquitetura

(c) Uma pintura

(d) Uma fotografia

2-Toda obra de arte traz as marcas específicas do seu criador. Partindo desse pressuposto, identifique nos itens abaixo, o autor dessa magnífica arte.

(a) Picasso

(b) Candido Portinari

(c) Rousseau

(d) Tarsila

3-Observe os detalhes e os traços artísticos da obra de arte e responda:

Segundo o texto, o que o artista esperava ao distorcer e exagerar traços da figura?

(a) Provar que era melhor que os outros artistas

(b) Provocar sentimentos e emoções no público

(c) Ganhar muito dinheiro com as obras

(d) Divulgar seu trabalho e ser reconhecido

4-A finalidade principal da obra de arte em destaque é:

(a) Convencer

(b) Relatar

(c) Descrever

(d) Informar

5-A paisagem do texto retrata:

(a) Uma brincadeira entre amigos

(b) Um animal morto sendo devorado por abutre

(c) Uma seca no sertão nordestino

(d) Uma competição entre as nuvens

6-A expressão “pulando carniça” encontra-se em ambigüidade. Portanto justifique o título do texto, marcando a opção que melhor se adéqua ao cenário.

(a) Pular de corda

(b) Pular sobre um animal morto

(c) Pular cela

(d) Nenhuma das opções anteriores

O trecho destacado a seguir deve ser tomado como base para responder a questão 7.

Segundo a literatura, o autor da obra “pulando carniça", tinha muito orgulho do seu trabalho e pintava de terno branco, sem se sujar.

7-As palavras sublinhadas classificam-se em:

(a) Um verbo e um adjetivo

(b) Um adjetivo e um advérbio

(c) Um substantivo comum e um verbo

(d) Um substantivo comum e um adjetivo

8-Com relação à leitura e a compreensão da obra de arte em discussão podemos afirmar que:

(a) O menino está flutuando porque quer tocar com as pontas dos dedos nas nuvens.

(b) Morreram vários animais e as crianças estão correndo para não sentir o mau cheiro.

(c) O artista enfatiza aspectos sociais, culturais e econômicos referente à época.

(d) Aborda a vida dos trabalhadores rurais com sua rotina e dificuldades.

9-A coerência entre a ilustração e o tema central do texto está no fato de:

(a) A ilustração ser um quadro bem pintado

(b) O quadro expressar um cenário triste

(c) Apresentar cenas de crianças brincando de pular carniça (cela) ou soltando papagaio (pipa) sob o céu nublado

(d) A obra de arte não condizer com o tema

10-A partir do estudo sobre os tipos de texto e gêneros textuais podemos afirmar que a obra prima é:

(a) Um texto verbal

(b) Uma reportagem

(c) Um artigo informativo

(d) Um texto não verbal

O trecho destacado abaixo deve ser tomado como base para responder as questões 11, 12 e 13.

Estão nos trabalhos de Portinari os mestiços, negros, índios e outros tipos brasileiros; as festas populares, como o Bumba-meu Boi e o Carnaval.

11-Considerando o estudo dos artigos definidos, podemos afirmar que o trecho acima citado apresenta:

(a) Três artigos definidos

(b) Quatro artigos definidos

(c) Cinco artigos definidos

(d) Seis artigos definidos

12-Sobre as palavras em negrito no texto destacado, é correto afirmar que:

(a) São três substantivos próprios. Sendo dois simples e um composto

(b) São três substantivos. Sendo um comum e dois próprios

(c) São três substantivos simples. Sendo um concreto e dois abstratos

(d) Nenhumas das afirmativas estão corretas

13-Ainda enfatizando o trecho, as palavras sublinhadas no mesmo indicam que a maioria das obras- primas do pintor retratavam a:

(a) Cultura espanhola

(b) Cultura italiana

(c) Cultura romana

(d) Cultura brasileira

14-O autor do texto começou a trabalhar a todo vapor. A expressão em negrito tem o significado equivalente a:

(a) O ar que respiramos

(b) Usando a técnica do vapor

(c) Intensivamente

(d) O ar dentro da panela de pressão

15-Então, o artista ganharia o mundo e perceberia que sua vocação era retratar o Brasil. As palavras em destaque podem ser substituídas por:

(a) Ganharia um prêmio

(b) Conhecia outros países

(c) Ganharia muito dinheiro

(d) Conhecia outras artes

TREM DE FERRO

(Tom Jobim e Manuel Bandeira)


Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virgem Maria que foi isto maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Café com pão

Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força

Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pato
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!

Oô...
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia
Ôo...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede
Ôo...
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Ôo...

Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente...

AS FOTOS ABAIXO SÃO REGISTROS DE UMA AULA COM O 5º ANO COM O POEMA: TREM DE FERRO

AÇÃO, REFLEXÃO, AÇÃO


“Trem de ferro é um poema modernista, do poeta pernambucano Manoel Bandeira, que dá gosto e prazer trabalhá-lo em sala de aula por causa do efeito de repetições de certas palavras e expressões cuja sonoridade remete aos ruídos produzidos por um trem de ferro, desde o início de seu funcionamento (“ café com pão /café com pão/café com pão” ) até o som de seu apito, sugerido pelo verso “oô...”.

Explorar o poema “trem de ferro” no 5º ano foi muito gratificante, tanto para mim, quanto para as crianças que descobriram brincando o sentido conotativo de algumas palavras e construíram sentidos para outras.

Lembro-me que quando criança no auge da minha alfabetização, ou melhor, quando eu entrei para o mundo da leitura “trem de ferro” foi um dos primeiros textos que aprendi a ler. Na época, eu não gostava de recitar o poema porque o mesmo enfatizava “café com pão /café com pão/café com pão”, ou seja, uma realidade que não era minha, pois eu só tomava café com farinha...

Hoje, em outra realidade, em um outro contexto percebo a importância desse texto e sua riqueza a partir de seus elementos linguísticos, e sua estrutura que propicia constantemente aos educandos condições de fazerem hipótese a cerca do sentido do texto e a retomada do que já foi lido.

Iniciei a aula apresentando o título “TREM DE FERRO”, trabalhei o conhecimento prévio para uma “viagem”! Arrumei as carteiras como se fosse um trem... Solicitei que cada criança, adolescente sentasse em carteira... Escolhemos o maquinista, coloquei um fundo musical idêntico ao barulho de um trem. Entreguei cópias do poema para os alunos, expliquei os procedimentos, sentei no vagão de trás e iniciamos a “viagem”.

No início da leitura formamos um coral: “café com pão/café com pão/café com pão”, em seguida cada criança lia um verso... E depois cada vagão uma estrofe e assim por diante...

Encostamos os vagões e em círculos, discutimos sobre o conteúdo do texto, sua contextualização... As interferências e o significado das palavras.

Através das discussões, algumas crianças expressaram seus anseios, seus medos, desejos e sonhos. Conseguiram também estabelecer relações entre o poema e o mundo real de cada uma delas. E foi a partir daí que percebi que assim como eu um dia desejei, ainda têm crianças que desejam tomar café com pão...